Resumo
Este artigo reexamina a contribuição de Platão para o problema contemporâneo dos universais, desafiando a dicotomia entre universais transcendentes e a imanência aristotélica. Embora as abordagens nominalistas lutem para explicar a identidade necessária à prática científica, as teorias realistas permanecem divididas entre as perspectivas aristotélica e platônica. Argumenta-se que a rejeição do platonismo decorre de uma interpretação equivocada de sua separação, o que não implica irrelevância. Com base em uma crítica à interpretação de Gail Fine, estabelece-se que a existência independente das Formas não explica sua relação com os particulares sensíveis. Propõe-se que as Formas platônicas podem ser vistas como independentes e explicativas por meio de uma forma de imanência não redutiva. Assim, conclui-se que o platonismo permanece uma explicação válida dos universais, mantendo a inteligibilidade dos particulares e a objetividade do conhecimento.
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