Barroco y lectura dual en La vorágine de José Eustasio Rivera

Resumo

Quizá le han sido atribuidas al naturalismo más cualidades de las que tal ideología del arte —mejor que movimiento— pudo aspirar a tener. Si evolu­cionó del realismo o fue su punto límite, de exageración del objetivismo respecto del mundo social o psicológico, tal vez nunca se arrogó el derecho de ser más interpretativo de las condiciones históricas del hombre. Si Balzac es un creador de personajes-tipo, Zola no cree que sus personajes fueran representativos más que de sí mismos y de sus traumas y aberraciones más íntimos, traumas y aberraciones que, finalmente, dicen más de la sociedad que los esquemáticos caracteres balzacianos. Zola relativiza la idea realista de descripción crítica de la sociedad —y Víctor Hugo llamó a la sociedad una "naturaleza de civilización"—, aclarando que lo "descrito" en primer plano es un temperamento, aquél por el cual se mira hacia la sociedad, o hacia ese "rincón de naturaleza" que nunca tiene forma fija, nunca es un todo. Con lo cual se propone, para las generaciones y siglos siguientes (los "siglos de la no­vela", que aún vivimos) que todo realismo literario es un idealismo hermenéutico, interesado.

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