Convocatória: 'Arte Sonora'

Convocatória: 'Arte Sonora'

Editor convidado: Juan Reyes

Encerramento da convocatória: 30 de abril de 2018

 

Uma definição dogmática de arte sonora relaciona expressões que aproximam o som como objeto e matéria em obras que se apresentam em galerias e em instalações de museu. Mas será esta uma definição completa e será que agrupa uma variedade de manifestações relacionadas com a percepção auditiva ou será que as restringe? O propósito deste dossiê é gerar um estiramento do que poderia ser a prática de uma suposta “plástica sonora”, termo que no momento é um empréstimo. Sabendo que as formas de arte se estruturam como reflexo de vaivém entre movimentos socioculturais, o científico e tecnológico, expressões relacionadas com o sonoro —não— são simplesmente um conglomerado de componentes originados pelo caos ou pelo azar. Melhor dizendo, exemplificam amostras atualizadas de possibilidades de criação.

Graças a sistemas de reprodução, difusão, amplificação, armazenamento e memorização, a dissecção do fenômeno acústico transpõe a imaginação do táctil e visual ao sentido da escuta; porém, oportunidades de exposição que aproveitam o sonoro também surgem da herança de estruturas relacionadas com uma “obra aberta” como trabalho com mensagem indireta, em constante evolução e movimento. A apresentação de artefatos ou de movimentos corporais que soam fazem referência a ecos e ressonâncias que são decifrados com símbolos e conexões que representam imagens não tão visuais na mente, sendo concretamente não mais que espectros de formas de onda e timbres com harmônicos ou parciais.

Quando se fala de som, se fala de símbolos e gramáticas, sendo a leitura da manipulação acústica a interpretação de inúmeras possibilidades que se percebem com o ouvido e às vezes com os outros sentidos. Se há objetos que soam, o som os incentiva gerando espontaneidade e transcendendo da execução ao vivo e da performance, já que o acústico emana do transcorrer do tempo. Por isso, pensar em arte sonora também é pensar em durações e, em consequência, sua interferência no espaço superando limites de tridimensionalidade. Nesta convocatória, não se deixam de lado contrastes e intersecções, superficiais ou profundos no que se refere à expressão musical. Qual é o papel do instrumento em obras abertas ou o da interface gestual? Haverá cabida para uma reavaliação do processo de composição em ambas as artes? Será o concerto um formato adequado para apresentação de manifestações sonoras ou até mesmo de novas músicas?

  

Reflexão sobre arte sonora

Narrativas em referência ao histórico

Descrições sobre esculturas, instalações, objetos ou outras manifestações desta forma de arte

Espaço e movimento com fontes sonoras

Formas de concerto e arquiteturas para a apresentação de execuções com sons

Interseções e contrastes entre música e arte sonora

Papel do instrumento ou novas interfaces

O som se toca: controle do gesto, háptico e o tátil

Aspectos técnicos do fenômeno acústico

Performance e espontaneidade com o que soa

Poéticas e estéticas da expressão aural

Poesia e escuta

Rádio arte

Circuitos eletrônicos e acústica

Midiatização, reprodução, transmissão e difusão de sons

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